O Que Define O Power Metal?!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Definir exatamente quando nasceu o Power Metal é difícil. A verdade é que muitas bandas de Heavy Metal tradicional já apresentavam várias características do estilo. Bandas como Iron Maiden, Judas Priest e Saxon, mesmo nunca tendo pertencido a alguma cena do gênero, foram altamente influentes para ele. Provavelmente o primeiro grupo a mudar seu som para algo mais próximo do estilo foi o Jag Panzer, com o lançamento de seu álbum de estréia em 1984, Ample Destruction. O trabalho dos americanos, porém, ficou por muito tempo no meio underground, sem ter recebido grande divulgação, e foi lançado por uma pequena gravadora independente. A banda em si, também, não foi muito influente na formação do estilo, já que logo após o lançamento do CD tiveram problemas com sua line-up e só viriam a lançar um novo trabalho em 1994.

Foi no outro lado do oceano Atlântico, na Europa, que o Power Metal começou a desenvolver-se no que conhecemos hoje em dia. Lá surgiram as principais bandas do estilo, que alcançaram grande fama e popularidade. A banda inglesa Grave Digger já apresentava uma sonoridade bem voltada ao que viria a ser o Power Metal desde seu primeiro lançamento, Heavy Metal Breakdown, de 1984. Os ingleses, porém, ainda eram bem enraizados no metal tradicional. Outra banda européia que também já mostrava um som mais próximo do Power era o Helloween, da Alemanha. Seu primeiro disco, Walls of Jericho, é considerados o primeiro álbum genuinamente do gênero.

Os dois grupos fizeram tours juntas em 86, ao lado da banda de Black/Thrash Celtic Frost. Enquanto o Grave Digger iria sair de atividade e só retornaria anos depois, o Helloween lançaria o álbum que o consagraria como “pai” do Power Metal: The Keeper of the Seven Keys Part I. Ele e sua seqüência foram provavelmente os discos mais influentes para o estilo.

Características Sonoras
De maneira geral, o Power Metal pode ser caracterizado por duas coisas: Primeiro, a palhetada rápida, tanto da guitarra quanto do baixo, mas com passagem de acordes mais lenta do que no Thrash Metal, o que cria tempos harmônicos maiores, tornando as músicas mais “melódicas”. Segundo, pelas melodias mais focadas nos vocais, que são quase sempre limpos ou líricos, com grande alcance de notas altas, seguindo a tradição de vocalistas como Ronnie James Dio, Rob Halford, Bruce Dickinson e Michael Kiske. Seguindo estas duas características, os estilo pode ser dividido em três “vertentes” mais comuns.

A primeira, criada pelo Helloween, seria o Power Metal “clássico”, sem muitos experimentalismos, mantendo-se fiéis à fórmula citada acima. A falta de experimentalismos, porém, acaba tornando as bandas meio previsíveis. Com o passar dos anos, é difícil notar algum destaque inovador fora o próprio Helloween. A única exceção fica para o Gamma Ray, que lançou em 1995 o altamente influente disco Land of the Free.

A segunda vertente foi criada pela banda finlandesa Stratovarius. Ela pegou a sonoridade criada pelo Helloween e introduziu novos elementos, como o uso de teclados, influências neo-clássicas e progressivas. Outra banda influente nesta direção foi a italiana Rhapsody of Fire, uma das primeiras a inserir elementos sinfônicos e de orquestra em seus trabalhos. Isto fez com que a mídia considerasse as bandas do gênero mais “melódicas”, e inclusive as classificasse como “Melodic Metal” ou “Melodic Power Metal”. Assim como no Power tradicional, as bandas do estilo tendem a ser um tanto previsíveis, já que são poucas aquelas que fogem do conceito criado pelo Stratovarius. Talvez os maiores destaques sejam a finlandesa Nightwish, que popularizou vocais líricos femininos no Power, e a brasileira Angra, que com o decorrer da carreira fez uma abrangente mistura de Power Metal, elementos neoclássicos e ritmos brasileiros - principalmente a MPB.

A terceira vertente do gênero foi criada pela alemã Blind Guardian, com ajuda da americana Iced Earth. Estas duas bandas foram uma das primeiras a misturar Power Metal com influências de Thrash Metal, dando mais velocidade e agressividade ao gênero. Muitas bandas que fazem esta mistura chegam a serem chamadas de Power/Thrash, como o próprio Iced Earth, por mesclar características das duas cenas muito bem. Certos grupos até usam blast beats (Morgana Lefay), e o vocal lírico, limpo e majoritariamente tenor deixou de ser lei.

Apesar de estas serem as três direções mais comuns, evidentemente há bandas que não se encaixam em nenhuma delas. Por exemplo, a banda japonesa X Japan, que tinha em seu som inúmeras influências, do Glam Rock ao Prog. Ou ainda o movimento Power/Folk, que mesmo tendo pouco ou quase nada de Folk, dá novos ares ao Power com a introdução de novos timbres. São raras as vezes, porém, que algo realmente novo aparece no gênero, principalmente por ele ser muito comercialmente viável e ter caído no gosto do mainstream, o que faz com que experimentalismos não sejam incentivados.

Temáticas
Um mito muito comum em relação ao Power Metal é de que ele é sempre relacionado a temas mitológicos ou imaginários. De fato, temáticas fantasiosas são bastante comuns na cena. Bandas pioneiras do gênero, como Helloween, Gamma Ray, Iced Earth e Blind Guardian popularizaram os temas fantásticos (esta última, em especial, a fantasia tolkieniana).

Alguns dizem que no Power as líricas sempre falam de temas “épicos”, por isso as letras fantasiosas são mais comuns. Tal definição, porém, é muito vaga. O que seria ou não épico, afinal? Será que apenas temas fantásticos merecem tal classificação? Seriam, por exemplo, batalhas da vida real menos épicas do que as imaginárias?

Os temas fantásticos, apesar de recorrentes, não são obrigatórios, muito menos exclusivos do Power Metal. Diga-se de passagem, muitas bandas de Heavy tradicional, Thrash e até Black também usam da fantasia em suas letras.

Há bandas do gênero que usam dos mais variados temas: vida (Angra), amor (Nightwish), relacionamentos (Sonata Arctica), ocultismo (Morgana Lefay), guerras reais (Sabaton), religião (Theocracy), dentre muitos outros. No entanto, é notável a predominância do imaginário e irreal até mesmo nas bandas que abordam outros assuntos.

Bandas que falam sobre política, ao contrário de em outros estilos de Metal, são raros na cena, porém não inexistentes. A maior parte mesclam são grupos que mesclam Power com Thrash. Exemplos de bandas assim: Full Strike, Horcas.

Diferenças
Uma das coisas que as pessoas normalmente percebem é como o estilo possui uma diferenciação de acordo com a região. Mais que os outros estilos, o power metal carrega ainda mais as características do país de onde se originou a banda. Porém, é preciso não exagerar neste conceito; muitas vezes bandas de origens diferentes podem compartilhar mais semelhanças do que duas bandas de uma mesma região.

Power Metal Norte-Americano
O estilo norte-americano é fortemente calcado no metal tradicional e na velocidade. Solos rápidos, vocais extremamente pomposos e leve apelo a música erudita. É possível notar nessas bandas um apelo machista muito forte. Em termos de instrumental, há sempre uma valorização da guitarra e dos vocais, deixando os outros instrumentos apenas como “plano de fundo’, como é possível perceber em bandas como Jag Panzer e Manowar.

Power Metal Europeu
A escola européia de heavy metal tem uma forte tendência de música erudita. Tradicionalmente, as bandas tendem a ser mais técnicas e com linhas mais melódicas que sua contraparte americana. O teclado começa a ganhar destaque, sendo, em muitas bandas, um dos elementos mais preponderantes, como é notado no Nightwish. Incorpora-se elementos de outras sonoridades, como a música folclórica. Isso se nota em bandas como Elvenking e Mago de Oz.

Power Metal Japonês
A grande diferença entre os japoneses é o apelo ao Hard Rock e ao progressivo. Há nas bandas do oriente um chamativo Glam Hard, que remete ao visual anos 80 de grupos como Bon Jovi, Poison, Mötley Crue etc e a sonoridades de bandas como Deep Purple, Malmmsteen, Van Halen, entre outras. Com isso sua sonoridade tende a ser mais simples inicialmente e, gradativamente, uma elevação da técnica, sem apelar tanto para a rapidez dos riffs. Bandas como X Japan, Girugamesh, Galreynus, 44 Magnun, Concerto Moon, Eizo Sakamoto, entre outras, mostram uma veia menos erudita e menos pomposa e mais próxima das raízes hard e prog do metal.


Fonte: Music Ground

O que define o Heavy Metal?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Por ter sido a base para todos os subgêneros que viriam depois e por terem uma relação muito estreita, o estilo e o movimento Heavy Metal muitas vezes se confundem. Enquanto o movimento refere-se ao metal como um todo, à cultura Metalhead ou Headbanger ou ao universo da “música pesada”, o estilo musical diz respeito som originado na Inglaterra no fim da década de 60 pelas primeiras bandas de Metal, que tiveram como principal influência o Hard Rock e o Rock britânico.
Muitas vezes, para não se confundir os dois, referem-se ao estilo musical como Traditional Metal , enquanto a palavra Metal ou Heavy Metal é usada para referir-se ao metal em geral. Atualmente, as bandas que mais se caracterizam quando alguém se refere a Heavy Metal são Black Sabbath, Judas Priest e Iron Maiden, consideradas "os três padrinhos do Metal" e principais influências do gênero


Breve Histórico


O Heavy Metal surgiu, assim como o movimento Hippie (e, em partes, em reação ao mesmo), como um levante da contracultura, que em resposta à sociedade conservadora utilizava um visual alternativo (cabelos longos, roupa rasgada, etc.). Suas origens residem nas bandas de rock que entre 1964 e 1970 pegaram diversos estilos musicais, principalmente o blues, misturaram com o rock tradicional e criaram um híbrido com som pesado, veloz e virtuoso, centrado na guitarra e na atuação de um vocalista mais performático que o usual.
Bandas como The Who e The Kinks criaram e popularizaram o uso do Power Chords (ambas as bandas também foram influência para o Punk Rock ). The Who, aliás, deu outra forte contribuição para o Metal: Keith Moon , o baterista, foi um dos primeiros a utilizar o bumpo duplo.
As músicas Revolution e Helter Skelter, dos Beatles, usavam guitarras bastante distorcidas e foram uma forte influência para o estilo. Outros grupos conhecidos por popularzarem os timbres distorcidos e apresentarem riffs acelarados foram os famosos “super trios” The Jimi Hendrix Experience e Cream, que misturavam rock com blues. Além deles podemos citar os grupos Led Zeppelin e Jeff Beck Band, extremamente populares e influenciadores. Deep Purple, além dos riffs, fazia constantes inovações em cada álbum (muito devido a sempre mutante line-up), e foi influência não só para o Metal como a música em geral.
Bandas como Uriah Heep, Blue Öyster Cult, Iron Butterfly e Blue Cheer foram as primeras a fazerem um som com bastante peso, incluindo linhas de teclado, e utilizarem o efeito “wah wah”. Ian Gillan (Deep Purple), Robert Plant (Led Zeppelin) e David Byron (Uriah Heep) já apresentavam densidade vocal característica do estilo.
A banda Kiss e o cantor Alice Cooper foram outras fortes influências para o estilo. Mesmo que a sonoridade das bandas fosse bem presa ao Hard Rock , os artistas são considerados criadores da “ indústria dos exageros ”, característica marcante do Heavy Metal.

O Black Sabbath é considerado o pai do Heavy Metal , embora muitos considerem que o Led Zeppelin e até o Deep Purple sejam os pais do estilo. O fato é que o Black Sabbath foi a primeira banda a fazer álbuns inteiros com grande quantidade de riffs complexos, acordes pesados e solos longos, além da temática obscura / mística das letras e do jeito que se vestiam (predominância da cor preta, em contraposição ao colorido do movimento Hippie, o uso de símbolos como cruzes invertidas). O primeiro álbum da banda, homônimo, de 1970, é considerado por muitos o primeiro álbum de Heavy Metal da história, mas sempre existiu muita polêmica sobre tal assunto.

A verdade é que não houve clara separação entre o Heavy Metal e o Hard Rock até os anos 80, onde o estilo alcançou o grande público, com a popularidade de bandas do movimento conhecido como New Wave Of British Heavy Metal . O movimento misturava a sonoridade original criada por Black Sabbath com influências do Punk Rock , como a velocidade e riffs curtos, além da política do DIY (do it yourself). Foi logo no início da década que a banda Judas Priest, considerada líder do movimento, lançou o lendário British Steel , que definiu o Heavy Metal moderno. O álbum pegou a sonoridade criada por bandas como Black Sabbath e adicionou novas influências, como o Punk e a música erudita, além de ter introduzido uma das características mais marcantes do Heavy Metal: o exagero.

Enquanto Judas Priest tem o mérito de ter unificado o Heavy Metal, outra banda, do mesmo movimento, nos daria um prelúdio de como ele se desmancharia: o Iron Maiden, uma das maiores em termos de popularidade e longevidade no estilo. O clássico álbum The Number of the Beast levou o gênero novos horizontes, e com certeza foi um dos álbuns mais influentes e populares do Metal. No álbum havia tanto linhas mais agressivas, como Invaders, a faixa que abria o álbum, como também idéias mais “melódicas” (vistas claramente na música que intitula o álbum), além de músicas incrivelmente complexas que serviriam de base para o Progressive Metal (como, por exemplo, Hallowed Be Thy Name e Children of the Dammed). Além disso, a polêmica gerada pelo álbum, principalmente nos EUA, colocou os holofotes sobre o gênero. Outras importantes bandas do NWOBHM que podemos citar são: Saxon, Angel Witch, Samson (banda original de Bruce Dickinson , que fez e ainda faz história no Iron Maiden), Tygers Of Pan Tang, Witchfinder General, Raven, entre outras.

Também foi durante os anos 80 que muitos dos vários subgêneros atuais surgiram, primeiro como reação à associação do nome Heavy Metal a músicas mais “suaves” e menos contestadoras, praticadas por grupos do chamado Glam Rock (como Mötley Crüe, Poison, Skid Row, Twisted Sister, Quiet Riot, entre outros, também denominados como Hair Metal ). Tal associação fez com que o estilo perdesse o status de instrumento para modificação social que carregava em muitos dos seus clássicos para ser mero instrumento de conseguir dinheiro e mulheres e se tornasse motivo de piada no meio musical (vide a “banda” Spinal Tap e a música Tattooed Millionaire da carreira solo de Bruce Dickinson). Embora não seja tão bem-sucedido comercialmente como era então, ainda tem uma grande popularidade pelo mundo todo, o que pode ser notado pelo número de festivais por todo o mundo.


Características


Sonoramente, caracteriza-se por riffs de guitarra complexos, geralmente solos (longos ou curtos) e refrões bastante marcantes. As músicas se alternam entre levadas rápidas e cadenciadas, com andamentos na forma de ritmos "cavalgados", corridos, e power chords (acordes que utilizam somente a nota tônica e a quinta). Um elemento que deixa claro o Heavy Metal como evolução do Rock ‘n’ Roll é a predominância de escalas pentatônicas , imortalizada por bandas como Deep Purple, AC/DC, Black Sabbath, Scorpions e as bandas da New Wave of British Heavy Metal (como Iron Maiden e Judas Priest). O Heavy Metal se diferencia de outros gêneros onde se utilizam largamente guitarras distorcidas porque a guitarra carrega grande importância na melodia da musica, enquanto que em outros gêneros (como Punk Rock ) a guitarra é um instrumento que apenas acompanha a melodia e serve para dar textura a musica. Outro artifício utilizado é o uso do trítono (intervalo de três tons entre duas notas musicais), intervalo que dá a idéia de movimento, sendo proibido pela igreja ocidental medieval justamente por razão do efeito de movimento e tensão demasiado que causavam, sendo atribuído a ele pelos religiosos o nome de Diabolus In Musica (como no disco homônimo do Slayer). Podemos encontrar um emblemático exemplo de tal efeito no riff inicial de Black Sabbath. Emprega-se largamente nas harmonias as escalas modais (relativas aos modos gregos, como Jônio, Mixolídio, etc) particularmente o modo Eólio (como em Hallowed Be Thy Name do Iron Maiden, Breaking the Law do Judas Priest ou Princess of the Dawn do Accept) e o modo Frígio (como em Gipsy do Mercyful Fate).

Outro recurso muito usado no gênero é o pedal point, que consiste em tocar repetidas vezes uma nota nos bordões (E, A e D) enquanto uma harmonia dissonante soa paralelamente. Essa técnica é utilizada geralmente nos riffs, tocada no baixo ou na guitarra rítmica, onde toca-se uma nota, geralmente nas cordas E e A, enquanto os acordes, até mesmo os que normalmente não incorporam a nota mais grave tocada, são tocadas pelos outros instrumentos (geralmente uma segunda guitarra, mas também pode ser feito pelo teclado) sucessivamente, criando uma sensação de tensão. No riff inicial de You’ve Got Another Thing Comin’ do Judas Priest uma guitarra executa o pedal point em F# enquanto a outra toca os acordes. Com o tempo, o Heavy Metal passou a incorporar influências fora do Hard Rock , como a música erudita (influenciado pelo Concert for Group and Orchestra do Deep Purple e explorado por Uli Jon Roth , guitarrista do Scorpions no começo da década de 70). Essa veia erudita (com claras influências dos períodos Clássico e Barroco) ganhou força extra na década seguinte, por intermédio de guitarristas como Randy Rhoads (Night Ranger, Ozzy Osbourne) e o sueco voador Yngwie Malmsteen, maior expoente dessa união e entusiasta da velocidade, inspirando guitarristas de metal neoclássico como Michael Romeo (Symphony X), Tony Macalpine e Michael Ângelo Batio .

O Heavy Metal possui nas letras uma de suas maiores riquezas. Usam-se temas como protesto contra elementos repressores da sociedade, como a religião e a política, os medos e o lado obscuro do ser humano, ocultismo e magia, além de temas abstratos, históricos e citações, como a literatura, a história de civilizações, momentos ou heróis da humanidade, trabalhos conceituais, humor, a fuga da realidade, referências mitológicas, e temas cotidianos, como o sexo e a violência. É um gênero popular justamente pela diversidade de temas que podem ser usados nas letras, podendo-se dizer que existem músicas no Heavy Metal sobre quase tudo, até sobre o próprio gênero.

Temos no início do Thrash Metal um aumento significativo das letras de crítica social e política. A Tragédia romântica é um tema recorrente no Gothic e Doom Metal . Gêneros como o Death , Progressive e Black Metal geralmente valem-se de temas filosóficos enquanto formas extremas do Death Metal e Grindcore apresentam conteúdo puramente agressivo e sangrento. No Heavy Metal, tradicional, geralmente as letras sugerem diferentes mundos, fantásticos, inspirados na poesia e na mitologia, marca freqüente nas músicas do Iron Maiden, como Flight of Icarus (baseado na lenda grega de Ícaro, que construiu asas de cera para conseguir fugir do labirinto do palácio do rei Minos. Voando seguindo seu pai, Dédalo, ficou deslumbrado ao olhar para o Sol e voou em direção deste, caindo no mar Egeu após suas asas derreterem.) e Rime of the Ancient Mariner (baseado no poema de Samuel Taylor Coleridge). Outros artistas baseiam-se em problemas ambientais, guerra, aniquilação nuclear, política e religião. Exemplos notórios são War Pigs (Black Sabbath), Killer of Giants, You’re No Different e Revelation (Mother Earth) (Ozzy Osbourne), …And Justice For All, Blackened e Disposable Heroes (Metallica), 2 Minutes to Midnight (Iron Maiden) e Peace Sells (Megadeth). A morte é um tema corriqueiro, vide músicas de Black Sabbath, Slayer e inúmeras outras bandas. Este último tema, aliás, é motivo de muitos problemas para as bandas, como processos movidos por famílias de jovens suicidas contra bandas como Judas Priest (Better By You, Better Than Me) e Ozzy Osbourne (Suicide Solution) dizendo que os suicídios foram motivados pelas músicas em mensagens subliminares.


Heavy Metal Moderno


Hoje em dia é difícil de definir o que seria o Heavy Metal “puro”, “tradicional”, não só pela diversidade de subgêneros e a estreita relação entre gênero e movimento, mas também pela sonoridade de bandas atuais do estilo. Enquanto no início as bandas de Traditional Metal foram influência para o Power , Thrash e Progressive , hoje em dia ocorre o inverso: bandas do estilo são influenciadas pelos outros. Por exemplo, a banda 3 Inches of Blood. Mesmo tendo como base o metal tradicional, ela é fortemente influenciada pelo Power e Thrash Metal, sonora e musicalmente. Outro exemplo seria a brasileira Hibria. Enquanto parte dos fãs dizem que ela é Heavy Metal , outra parte reluta em dizer que é Melodic .

Fonte: MusicGround

O Que Define Um Estilo?!

domingo, 10 de maio de 2009

A divisão de bandas por estilos musicais foi feita para agrupar bandas diferentes, porém, com características em comum. Por exemplo, Slayer e Megadeth são bem diferentes, mas ambos são trash metal por terem riff curto, uso do abusivo do palm muting para criar a "cavalgada", grande velocidade, vocais com influências do hardcore e etc. Apesar de terem todas estas características em comum, elas não perdem a sua originalidade e sonoridade própria. Qualquer pessoa pode ouvir uma música de uma das bandas e reconhecer como própria dela sem problemas, assim como qualquer pessoa pode perceber que ambas fazem parte de uma mesma concepção sonora.

Seguindo este conceito, é necessário ressaltar que muitos estilos criados pela mídia não têm sentido algum. Por exemplo, o "Symphonic Metal". São várias as bandas que usam elementos sinfônicos em suas músicas, mas poucas compartilham alguma outra semelhança na sonoridade. Que semelhança há, por exemplo, entre Haggard e Stratovarius? Apenas o uso de elementos sinfônicos. As bandas não compartilham praticamente nenhuma outra característica comum. Os conceitos de orquestra e sinfonia, aliás, é visto até mesmo fora do metal. Bandas de Hard Rock como Scorpions possuem tais traços musicais, ressaltados em alguns trabalhos.

Um traço não-musical que pode ser facilmente generalizado não pode definir um estilo. Por exemplo, muitas são as bandas que usam contos e obras de Tolkien como tema musical. Poderíamos, então, criar o "Tolkien Metal" para agrupar todas estas bandas? Acho que não preciso responder a pergunta.

Mesmo que um elemento, característica ou traço não seja facilmente generalizado, ele não é capaz de definir um estilo por si só. São conjuntos de características comuns entre várias bandas que definem estilos musicais. Toda banda que usa gutural seria, automaticamente, Death Metal? Claro que não. Muitas bandas de Thrash e até mesmo algumas de Power usam o gutural, além de, é claro, o Black Metal (mesmo que esse seja diferente). O uso de guturais é um elemento importante do Death Metal, mas ele por si só não faz o estilo. Há também outras características, como os riffs, a grande velocidade e tempo acelerado, guitarras bastante distorcidas, etc.

Por fim, não existe, em hipótese alguma, um estilo para apenas uma banda. Algumas bandas têm características únicas que não compartilham com nenhuma outra banda. Haggard, por exemplo. Que diabos Haggard toca? É simplesmente indefinível. Sendo assim, deveria se criar uma divisão, um gênero próprio para a banda? De forma alguma. A função dos estilos musicais é agrupar, e não separar bandas, como muitos pensam.

Identidade

Um estilo é, acima de tudo, identidade. Aquilo que vai agrupar seus fãs e, em muitos casos, influenciar outros grupos que queira seguir aquela sonoridade em especial. Passa-se a ter, nesse caso, uma identificação com alguns elementos e eles se tornam pontos comuns, pontos-chaves que vão definir o grau de semelhança.

Evidentemente que esses pontos não vão aparecer em todas as bandas o tempo todo e nem sempre da mesma forma. Há uma enorme diferença entre um Morbid Angel e um Cannibal Corpse, muito embora ambas as bandas sejam de um mesmo estilo, o Death Metal. Elas compartilham do vocal gutural e do som extremamente rápido e pesado. Assim como o Kreator e o Metallica são bandas absurdamente diferentes, mas possuem características thrash metal.

Então a rotulação em si por estilos ajuda a criar essa identificação com o som e com a banda. Um cara que curte Megadeth possivelmente vai gostar de um Tankard ou mesmo um Mortal Sin, muito embora as bandas em si não tenham nada a ver uma com a outra. Assim como quem curte Moonspell certamente vai ter uma predisposição a ouvir Type O Negative e Tiamat, mesmo essas seguindo por caminhos bem opostos.

A segregação por estilo

O grande problema é a mente do fã, no sentido estrito da palavra. Se antes era mais importante se você ouvia rock ou pop ou ainda, se ouvia metal ou não, hoje dentro de um mesmo estilo existem intolerâncias e preconceitos. Antigamente não havia o menor problema em você ouvir um Saxon e um The Cure. Hoje o fã de Saxon sequer encosta no The Cure, mesmo que o som possa, em alguns momentos, ser-lhe agradável.

Esse fã se sente traído se a banda resolver colocar algo de diferente no som. Se algum dia desse a louca de o Candlemass colocar polca no som, mesmo ficando bom, o fã vai reclamar. Colocar coisas fora do metal é um risco enorme, mesmo tendo boa música fora do metal, como jazz, mpb, coisas de folk music etc. A música erudita acaba soando como uma forma de a pessoa sentir-se “mais culta”, mas que na verdade, fica superficial demais.

Esse é o lado mau da coisa. O lado negro, onde o fã não usa o estilo como forma de agrupar, mas sim de segregar. E isso precisa mudar. Porque ninguém ouve uma coisa somente por anos sem se cansar. E nem consegue apreciar musica direito, fechando a si mesmo num círculo restrito e limitado.

Fonte: MusicGround

Christofer Johnsson anuncia novos membros do Therion

Foram anunciados os nomes de novos integrantes do Therion. O anúncio foi feito pelo guitarrista e líder da banda Christofer Johnsson. O novo baixista do grupo é Nalle ‘Grizzly’ Påhlsson (Treat, Vindictiv e Zan Clan), e o novo baterista é Johan Koleberg (Animal, Lion’s Share e Zan Clan).

Para o posto de guitarrista, Johnsson comentou que há dois músicos interessados no posto que ele gostou muito, mas ambos estão muito ocupados com outros projetos para assumirem esse compromisso agora. Provavelmente ambos gravarão o próximo álbum de estúdio, mas quem sairá em turnê ainda é um mistério. Para o posto de vocalista a banda continuará com Thomas Vilström (ex-Candlemass).

“Além de ser uma ótima pessoa, Thomas é um cantor e compositor incrivelmente talentoso”, comentou Johnsson. “E por ser também um tenor clássico, ele simplesmente se encaixa perfeitamente na banda”.

O Therion anunciou recentemente o lançamento de um DVD e CD ao vivo gravado com o acompanhamento de uma orquestra. Este novo trabalho ao vivo, chamado “The Miskolc Experience”, será lançado em 05 de junho.

Fonte: Rock Online

Iron Maiden: Criador De Revista Em Quadrinhos Se Defende


Um porta-voz representando Jason Rubin, criador da revista em quadrinhos "Iron and the Miaden" enviou um comunicado ao Blabbermouth em resposta ao processo feito pela banda inglesa de heavy metal IRON MAIDEN.

O Iron Maiden está processando a companhia da revista de Rubin, Iron and the Maiden LLC, porque, de acordo com a ação, o nome "confusamente similar" foi uma tática para lucrar através do nome fortemente registrado da banda.

Um representante do sr. Rubin e sua companhia, Iron and the Maiden LLC e Morgan Rose LLC, escreveu o seguinte comunicado:

"A equipe legal do Iron and the Maiden acredita que este caso é completamente sem mérito. É ultrajante alegar posse do conhecido termo 'Iron Maiden' (Donzela de Ferro), um equipamento medieval de tortura que existe há séculos antes do rock and roll e é parte da cultura mundial.

A revista em quadrinhos no centro do caso, 'Iron and the Maiden', é baseada em um universo alternativo nos anos 30. O personagem principal, Michael Iron, e sua donzela ("maiden", em inglês), Angel Chase, são dois personagens muito diferentes e forçados por circunstâncias a estarem juntos. O título é baseado no dispositivo de tortura. Qualquer pessoa racional que visite o site www.ironandthemaiden.com irá imediatamente entender o quanto são ridículas as afirmações feitas nessa queixa."


O Iron Maiden quer que a Iron and the Maiden LLC pare de usar o nome Iron and the Maiden para vender suas revistas, vídeo games, e outros tipos de merchandise. Não somente querem que o material seja removido mas esperam por uma quantia em dinheiro por perdas e danos.


Fonte: Whiplash

Dream Theater lança novo vídeo


A banda norte-americana Dream Theater acaba de lançar um novo video. A música Rite of Passage, que também saiu em single, fará parte do novo album do sexteto, Black Clouds and Silver Lines, já se encontra disponível para visualização atraves do site da Roadrunner (segue link abaixo)

http://www.roadrunnerrecords.co.uk/page/Ne...p;news_id=77081

O novo álbum tem lançamento previsto para 22/06/2009

fonte: Roadrunner

Turnê Latino-americana Da Banda Dragonforce Adiada Por Causa Da "gripe Suína"


A banda britânica de power metal Dragonforce adiou a sua primeira turnê latino-americana devido à "epidemia" de gripe "suína".

"Nós, claro, não estamos felizes com isso visto que todos estávamos trabalhando para a nossa primeira turnê na américa latina, mas nós não podemos fazer nada, esta foi uma decisão governamental", disse o guitarrista Herman Li. "Nós já estamos trabalhando no reagendamento dos shows, então os fãs que já compraram os ingressos fiquem tranquilos porque eles estarão valendo para as novas datas. Fiquem ligados nos anúncios da mídia porque estaremos tocando aí em breve, com certeza!".

Slayer



A Columbia Records confirmou para o dia 7 de julho o lançamento do novo álbum da lenda do thrash metal, o Slayer. A banda está atualmente em um estúdio em Los Angeles, Califórnia, dando os retoques finais no sucessor de "Christ Illusion", que estreiou na posição #5 da Billboard em 2006.
Esse post é especial pra Marcelino :)

Angra fala sobre a volta aos palcos

sábado, 9 de maio de 2009


Dois grandes expoentes da música brasileira no exterior subirão ao palco do Via Funchal, em São Paulo, neste sábado. Em entrevista ao Terra, o guitarrista Rafael Bittencourt falou sobre o projeto com a banda liderada por Andreas Kisser, o Sepultura, e sobre a cena do metal brasileiro em geral.

Grupos consagrados no Brasil e referência no exterior, Sepultura e Angra tocam em um gênero parecido, mas que sofre com uma diversa segmentação em outros sub-estilos, dividindo vários fãs e causando certa desunião neste movimento.

"É desunido por falta de eventos que unam, falta de mídia, falta de coisas especializadas. Hoje em dias temos poucas revistas, programas de rádios, etc. Faltam eventos pra transformar o heavy metal em um ponto de encontro pra unir toda a cena", explica.

Confira a entrevista na íntegra:

Como que aconteceu esse contato entre Angra e Sepultura e a idéia de fazer essa turnê juntos?
Foi um momento em que as idéias se casaram. A gente está voltando ao palco depois de quase dois anos fora e eles estão lançando o CD novo deles e veio essa idéia da turnê junto. Além de serem duas das bandas mais importantes do Brasil no cenário internacional, a gente está fortalecendo a cena heavy metal tentando agregar e unir esses vários segmentos do estilo no Brasil.

Em outras épocas rolaram festivais como o Sepulfest que reuniram vários grupos diferentes dentro do gênero. O que você acha que falta para que aconteça uma união maios entre os estilos dentro do metal?
O metal é desunido, mas não por culpa das bandas e nem nada. É desunido por falta de eventos que unam, falta de mídia, falta de coisas especializadas. Hoje em dias temos poucas revistas, programas de rádios, etc. Faltam eventos pra transformar o heavy metal em um ponto de encontro pra unir toda a cena, todo o movimento.

Vocês estão sem tocar ao vivo há dois anos, como estão se preparando para este retorno?
Estamos ensaiando bastante para entrosar de novo e montamos um repertório com músicas de toda a carreira do Angra contando toda a história. É uma celebração de volta aos palcos contando a história da banda.

Angra e Sepultura vão subir ao palco juntos em alguma destas oportunidades?
Não combinamos nada, mas acho interessante. Seria a cereja do bolo fazer uma jam com eles. Tocar um Metallica, algo que tenha influenciado as duas bandas e tenha significado para os dois grupos, ainda que em diferentes estilos. Acho que o Metallica seria um ponto em comum.

Cada grupo geralmente tem sua porção de fãs fiéis. Mesmo com essa desunião no âmbito geral, por que você acha que o fã de metal é fiel durante toda sua vida?
O heavy metal tem essa coisa, os fãs são muito fiéis. Ele tem sobrevivido a tantos modismos. Quando o grunge veio, depois o meio alternativo, pop gótico e várias modas vêm e vão embora. O heavy metal continua estável acho que principalmente pela relação que os fãs têm com uma música. Muitos deles estão aprendendo a tocar um instrumento e são movidos pela energia e pela música em si. A relação do fã que tem com a música é uma coisa duradoura e não tem moda, essa linguagem fala com elementos muito mais subjetivos.

Baterista do Slipknot assina baquetas com sangue

Muita gente diz que os melhores bateristas costumam dar o sangue durante os shows. Joey Jordison, do Slipknot, resolveu levar tal afirmação ao pé da letra. O baterista do Slipknot está lançando, em parceria com a empresa Pro Mark, uma série de baquetas assinadas por ele com o seu próprio... sangue.

Jordison fez questão até de filmar todo o processo de "fabricação" das baquetas autografadas (vídeo abaixo). Para que a sua assinatura não saia, o sangue foi misturado com um pouco de tinta permanente. "A primeira baqueta de madeira com a qual toquei era uma Pro-Mark, então, estou emocionado em entrar para essa família. Para mostrar a todos o quanto eu sou sério, colocarei o meu próprio sangue nas baquetas. Não é apenas a minha assinatura, mas eu mesmo", disse.

A série limitada das baquetas TX515W autografadas será vendida a partir do dia 15 de maio no site da Pro Mark .

Pessoal não consegui postar o vídeo por causa da internet... Vou colocar o link dele pra quem quiser assistir direto do you tube. Beijos!!

Metallica: Hetfield e sua experiência na música clássica


James Hetfield falou com a Metal Hammer sobre suas primeiras experiências na música, em uma entrevista realizada para a edição de maio da revista. Confira o trecho abaixo onde ele fala sobre suas primeiras lições de piano.

Você primeiramente estudou piano aos 9 anos, então depois ficou interessado na bateria de seu irmão. As lições de piano foram de música clássica?

James Hetfield: "Sim, minha mãe me viu na casa de um amigo dando pancadas no piano, e ela pensou, 'oh, ele será um músico, ok, iremos colocá-lo em um curso de piano'. Eu fiz o curso por alguns anos e realmente foi uma espécie de desligamento pois eram peças clássicas, coisas que eu não escutava na rádio, entende?"

"Me lembro que era na casa de uma senhora e os biscoitos eram no final o grande negócio. Mas eu sou muito agradecido de que isso tenha sido forçado para mim, pois os atos de usar a mão esquerda e direita fazendo coisas diferentes e também cantando ao mesmo tempo me ajudaram no que faço agora. Cantar e tocar provavelmente é algo fácil frente ao que seria se eu não tivesse estudado piano".

Vocalista do Biquini agora é colunista de Fórmula 1

Bruno Gouveia foi convidado para colaborar com blog especializado no assunto e aceitou o convite de Alexander Grunwald e Rafael Lopes, e passou a colaborar com posts no blog Voando Baixo do site do Globo Esporte. Nos textos, Bruno relata os casos em que a música do Biquini e o ronco dos motores da principal categoria do automobilismo se misturam.

Seus dois primeiros escritos já podem ser vistos. O primeiro, "Porque Eu Gosto de Fórmula 1", conta um incidente curioso acontecido com Bruno e o Biquini durante o Grande Prêmio do Japão de 1989. O segundo, "O Que Você Fazia Naquele 1º de Maio", relembra os 15 anos da morte de Senna e o impacto disso em sua vida.

No dia 4 de julho, o Biquini Cavadão estará no Piauí Pop 2009, no Atlantic City, que também tem confirmados shows do O Rappa, Jota Quest, e Rita Lee. Ainda falta uma atração nacional ser confirmada.

Oasis se apresenta em São Paulo neste sábado



Depois de passar pelo Rio de Janeiro, na última quinta-feira(7), o quarteto britânico Oasis se apresenta na Arena Anhembi, em São Paulo, neste sábado (9).

O grupo ainda tem shows marcados na Arena Expotrade, em Curitiba, no domingo (10), e no Gigantinho, em Porto Alegre, na terça (12).

Formada pelos polêmicos irmãos Liam e Noel Gallagher, que frequentemente geram notícia graças a disputas internas, a banda inclui em sua formação o baixista Andy Bell e o guitarrista Gem Archer.

O Oasis esteve no país pela última vez em 2006, quando os ingleses tocaram em São Paulo. Antes disso, eles se apresentaram para 200 mil pessoas no Rock in Rio III, em 2001.

Desta vez, o repertório terá canções do álbum “Dig out your soul”, lançado em 2008, além de sucessos da carreira, como “Wonderwall”, “Supersonic”, “Live forever” e “Don’t look back in anger”.

Formada em Manchester em 1991, a banda começou a ganhar espaço tocando no circuito de clubes da cidade, até assinar com uma gravadora independente e lançar o primeiro álbum, “Definitely maybe”, em 1994. No ano seguinte, o Oasis gravou “(What's the story) Morning glory?”.

O terceiro álbum, “Be here now”, saiu em 1997. O disco chegou rapidamente às paradas britânicas. Os trabalhos seguintes foram “Standing on the shoulder of giants” (2000) e “Heathen chemistry” (2002).

“Don't believe the truth”, lançado em 2005, foi eleito um dos 50 melhores discos de todos os tempos pelos leitores da revista ‘Q Magazine’. O mais recente CD da banda, “Dig Out Your Soul”, também atingiu a primeira posição em números de venda, recebendo o título de disco de platina. Ao todo, a banda vendeu mais de 50 milhões de discos no mundo.

Oasis no Brasil

São Paulo

Quando: sábado (9), às 22h
Onde: Arena Anhembi, Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana
Quanto: R$ 180 (pista) e R$ 400 (pista vip)

Curitiba

Quando: domingo (10), às 19h30
Onde: Arena Expotrade, Rod. Dep. João Leopoldo Jacomel, 10.454, tel. (41) 3661-4000
Quanto: R$ 160 (pista) a R$ 400 (pista vip)

Porto Alegre

Quando: terça (12), às 20h
Onde: Gigantinho, Rua Padre Cacique, 891, Praia de Belas
Quanto: R$ 120 (pista 1º lote) a R$ 180 (cadeira)

Música inédita de George Harrison é exposta em Londres

Música encontrada com a caligrafia de de George Harrison é exposta para o público na Biblioteca Nacional do Reino Unido

Música encontrada com a caligrafia de de George Harrison é exposta para o público na Biblioteca Nacional do Reino Unido

Encontrada por Hunter Davies, biógrafo dos Beatles, canção data de 1967 e não traz título; letra escrita à mão pelo músico está em biblioteca inglesa
A Biblioteca Nacional do Reino Unido anunciou a exposição do manuscrito original de uma música inédita do ex-Beatle George Harrison. O papel com a canção, escrita em 1967 e sem título, foi encontrado por acaso no chão do estúdio Abbey Road pelo escritor Hunter Davies, biógrafo dos Beatles. A informação é da agência Reuters.

Davies achou o "documento" quando recolhia papéis espalhados pelo piso do estúdio. Tudo o que foi encontrado acabou sendo amontoado e guardado como souvenir, e, por pouco, não foi jogado fora.

Morto em 2001 em decorrência de um câncer, Harrison tinha por volta de 24 anos quando escreveu a música. Na época, o Fab Four se dedicava às sessões de gravação do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band.

Por conta de um rascunho escrito no verso da folha, mostrando indicações de como chegar à casa de campo do empresário Brian Epstein, em Sussex, conclui-se que o guitarrista compôs a letra antes de agosto de 1967: a caligrafia do esboço é do próprio empresário, e sua morte data do dia 24 daquele mês.

Apesar dos detalhes averiguados, não há registros de qualquer gravação da música. Abaixo, segue trecho dos versos encontrados, traduzidos para o português:

"Fico feliz por dizer que é apenas um sonho
Quando topo com pessoas como você,
É apenas um sonho, e você o torna obsceno
Com as coisas que você pensa e faz.
Você é tão inconsciente da dor que carrego
E tem ciúmes pelo que não pode fazer.
Há momentos em que sinto que não há esperança para você
Mas também sei que isso não é verdade."

Radiohead: banda foi aconselhada a se separar

sexta-feira, 8 de maio de 2009






Na época em que gravavam o álbum “In Rainbows”, lançado em 2007, os integrantes do Radiohead foram aconselhados pelo empresário Brian Message a se separar para ‘dar um tempo’.

Foi o próprio empresário que revelou o fato em recente entrevista a um jornal irlandês. Brian Message disse que fez a sugestão à banda pois eles não estavam conseguindo finalizar as canções que tinham prontas para o álbum. Não conseguiam encontrar a “sonoridade perfeita”, nas palavras do empresário.

Segundo a entrevista, Brian realmente acreditava que o trabalho em estúdio não estava funcionando e que Thom Yorke e cia não estavam preparados para gravar um álbum.

Brian Message revelou também que a idéia de lançar o álbum em formato digital no esquema ‘pague quanto quiser’ foi dele e de seus sócios: “Percebemos que usando a internet poderíamos alcançar 173 países e que o custo seria menor do que 3 centavos (de dolar) por cópia”. Os integrantes não aceitaram a história de se separar, mas viram nessa segunda sugestão uma grande idéia.

Baterista do Coldplay nega acusações de Yusuf Islam


O baterista do Coldplay, Will Champion, negou que sua banda roubou músicas de outros artistas. Nesta semana o cantor Yusuf Islam, anteriormente conhecido como Cat Stevens, acusou o grupo britânico de ter plagiado trechos de sua canção “'Foreigner Suite” em “Viva La Vida”.

Segundo o semanário britânico “NME”, Champion falou que sua banda é inocente e não fez nada de errado. “É difícil quando as pessoas acusam você de roubar algo quando você sabe que não o fez”, desabafou Champion ao site “Hamptonroads.com”.

O baterista do Coldplay acredita que algumas semelhanças entre artistas seja inevitável. “Existem elementos de nossa música que eu já ouvi em músicas de outras pessoas, mas é algo muito difícil de se definir. Existem apenas oito notas em uma oitava e ninguém é dono delas. Provavelmente devem existir umas 12 mil canções que apresentam exatamente a mesma escala musical”.

Champion finalizou seu depoimento dizendo que o Coldplay está confiante, pois não fizeram nada errado. O guitarrista Joe Satriani entrou com uma ação na Justiça de Los Angeles contra o grupo britânico por infração de direitos autorais.

O músico afirma que o Coldplay incorporou partes originais de sua canção “IF I Could Fly”, de 2004, em “Viva La Vida”.

Kiko Loureiro comenta sobre primeiro show de retorno do Angra




No último sábado, 02, o Angra voltou aos palcos oficialmente após um intervalo de mais de dois anos. A banda se apresentou em Fortaleza junto com o Sepultura, na primeira turnê conjunta realizada pelas duas bandas.
O guitarrista Kiko Loureiro, um dos membros fundadores do Angra, publicou uma mensagem no site oficial comentando sobre a alegria de voltar aos palcos com a banda e sobre o clima nos bastidores e durante a apresentação: “O show de Fortaleza foi realmente inesquecível! O clima já estava muito bom a tarde, onde tudo estava organizado para a passagem de som, todos da equipe voltando muito felizes de estar na estrada de novo. Já dentro da van indo para show recebemos a notícia que a venda do show superou as expectativas e os ingressos esgotaram. Com a casa cheia, todos emocionados e felizes com a volta aos palcos e pelo retorno do Ricardo, tudo dava um ar de celebração e de recompensa pelo tempo parado e pelo trabalho árduo dos ensaios no decorrer deste ano. Reencontrar os fãs após esta longa pausa, ainda mais no Ceará, onde o público sempre nos apoiou, está já guardado dentre aqueles shows que vamos contar para os nossos netos. Fortaleza foi uma das primeiras capitais que o Angra fez show e a primeira do Nordeste, por isso foi um excelente acontecimento podermos estrear ali para retornar aos palcos. Fica aqui o agradecimento de todos da banda, para o público inigualável que cantou do começo ao fim todas as músicas”. A turnê do Angra com o Sepultura ainda tem outros sete shows agendados. A próxima apresentação será no sábado, 09, em São Paulo.

Iron Maiden processa editora de quadrinhos



O Iron Maiden entrou com um processo nos Estados Unidos contra a editora Aspen Comics por causa da publicação de uma HQ chamada Iron and the Maiden.

A minissérie é de 2007 e tem quatro partes, com roteiro de Jason Rubin e arte de Francis Manapul.
O Iron Maiden alega que o nome da HQ seria "confusamente similar" com o da banda e seria uma forma da Aspen, agindo de má fé, conseguir chamar a atenção para a publicação. O grupo exige que o título não seja utilizado na HQ nem em qualquer produto derivado.

Cultura Alternativa

Nada como começar a escrever um blog sobre a cultura alternativa, começando a falar por ela mesmo rs...

A Cultura Alternativa é um movimento que tem seu auge na década de 60, quando teve lugar um estilo de mobilização e contestação social e com ele novos meios de comunicação em massa. Jovens inovando estilos, voltando-se mais para o anti-social aos olhos das famílias mais conservadoras, com um espírito mais libertário, resumindo como uma cultura underground, contracultura ou cultura marginal, focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano.

Surgiu então a Cultura Alternativa que pode ser definida como um ideário altercador que questiona valores centrais vigentes e instituídos na Justamente por causa disso, são pessoas que costumam se excluir socialmente e alguns se negam a se adaptarem as visões aceitas pelo mundo. Com o vultoso crescimento dos meios de comunicação, a difusão de normas, valores, gostos e padrões de comportamento se libertavam das amarras tradicionais e locais –- como a religiosa e a familiar --, ganhando uma dimensão mais universal e aproximando a juventude de todo o globo, de uma maior integração cultural e humana. Destarte, a contracultura desenvolveu-se na América Latina, Europa e principalmente nos EUA onde as pessoas buscavam valores novos.

Na década de 1950 surgiu nos Estados Unidos um dos primeiros movimentos da contra cultura: a Beat Generation (Geração Beat). Os Beatniks eram jovens intelectuais que contestavam o consumismo e o otimismo do pós-guerra americano, o anticomunismo generalizado e a falta de pensamento crítico.

Na década de 1960 o mundo conheceu o principal e mais influente movimento de contra cultura ja existente, o movimento Hippie. Os hippies se opunham radicalmente aos valores culturais considerados importantes na sociedade: o trabalho, o patriotismo e nacionalismo, a ascensão social e até mesmo a "estética padrão".

O principal marco histórico da cultura "hippie" foi o "Woodstock," um grande festival ocorrido no estado de Nova Iorque em 1969, que contou com a participação de artistas de diversos estilos musicais, como o folk, o "rock'n'roll" e o blues, todos esses de alguma forma ligados às críticas e à contestação do movimento.

“De um lado, o termo contracultura pode se referir ao conjunto de movimentos de rebelião da juventude [...] que marcaram os anos 60: o movimento hippie, a música rock, uma certa movimentação nas universidades, viagens de mochila, drogas e assim por diante. [...] Trata-se, então, de um fenômeno datado e situado historicamente e que, embora muito próximo de nós, já faz parte do passado”. [...] “De outro lado, o mesmo termo pode também se referir a alguma coisa mais geral, mais abstrata, um certo espírito, um certo modo de contestação, de enfrentamento diante da ordem vigente, de caráter profundamente radical e bastante estranho às forças mais tradicionais de oposição a esta mesma ordem dominante. Um tipo de crítica anárquica – esta parece ser a palavra-chave – que, de certa maneira, ‘rompe com as regras do jogo’ em termos de modo de se fazer oposição a uma determinada situação. [...] Uma contracultura, entendida assim, reaparece de tempos em tempos, em diferentes épocas e situações, e costuma ter um papel fortemente revigorador da crítica social.” (Pereira, 1992, p. 20).

A partir de todos esses fatos era difícil ignorar-se a contracultura como forma de contestação radical, pois rompia com praticamente todos os hábitos consagrados de pensamentos e comportamentos da cultura dominante, surgindo inicialmente na imprensa foi ganhando espaço no sentido de lançar rótulos ou modismos.

É vital a importância dos meios de comunicação de massa para configurar a contracultura: “pela primeira vez, os sentimentos de rebeldia, insatisfação e busca que caracterizam o processo de transição para a maturidade encontram ressonância nos meios de comunicação” (Carvalho, 2002, p. 7).

O que marcava a nova onda de protestos desta cultura que começava a tomar conta, principalmente, da sociedade americana era o seu caráter de não-violência, por tudo que conseguiu expressar, por todo o envolvimento social que conseguiu provocar, é um fenômeno verdadeiramente cultural. Constituindo-se num dos principais veículos da nova cultura que explodia em pleno coração das sociedades industriais avançadas.

O discurso crítico que o movimento estudantil internacional elaborou ao longo dos anos 60 visava não apenas as contradições da sociedade capitalista, mas também aquelas de uma sociedade industrial capitalista, tecnocrática, nas suas manifestações mais simples e corriqueiras. Neste período a contracultura teve seu lugar de importância, não apenas pelo poder de mobilização, mas principalmente, pela natureza de idéias que colocou em circulação, pelo modo como as veiculou e pelo espaço de intervenção crítica que abriu.

Por contracultura, segundo Pereira, pode-se entender duas representações até certo ponto diferentes, ainda que muito ligadas entre si: Finalmente, esta ruptura ideológica do establishment, a que se se convencionou chamar de contracultura, modificou inexoravelmente o modo de vida ocidental, seja na esfera social, com a gênese do Movimento pelos Direitos Civis; no âmbito musical, com o surgimento de gêneros musicais e organização de festivais; e na área política, como os infindos protestos desencadeados pela beligerância ianque. Pode-se citar ainda o movimento estudantil Maio de 68, ocorrido na França, além da Primavera de Praga, sucedida na Tchecoslováquia no mesmo ano. Pereira (1992) assevera que é difícil negar que a contracultura seja a última –- pelo menos até agora -– grande utopia radical de transformação social que se originou no Ocidente.